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Pavimentação de concreto avança na região sul do Brasil

Janeiro 2021

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul optam por durabilidade e viabilidade econômica do revestimento

A região sul do país torna-se uma forte aliada da tecnologia do pavimento de concreto em obras rodoviárias. No Paraná, um trecho de 59 quilômetros e 550 metros, entre os municípios de Palmas e União da Vitória, no sul do estado, será restaurado com a tecnologia whitetopping – pavimento de concreto sobre o pavimento asfáltico deteriorado. A mesma técnica já foi aplicada com sucesso na SC-114, em um trecho de 32 quilômetros e 200 metros, ligando Otacílio Costa e Lages, em Santa Catarina. Também em território catarinense, em Timbé do Sul, o trecho da BR-285, na serra da Rocinha, recebe pavimento rígido com 22 centímetros de espessura.
Segundo o engenheiro civil Alexsander Maschio, gerente da regional sul da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), o pavimento de concreto vive um “momento ímpar” nos três estados da região sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). “A onda é favorável e precisamos aproveitá-la ao máximo para colocar a solução em concreto no lugar que ela merece”, afirma.
Além do trecho de quase 60 quilômetros da PR-280, Maschio destaca outros projetos no Paraná. “Já está em obra o percurso entre Curitiba e Almirante Tamandaré da PR-092 (Rodovia dos Minérios) cujas pistas principais serão em concreto. Tem também o trecho de aproximadamente 70 quilômetros da BR-163, entre Cascavel e Marmelândia, que está em fase final de execução”, completa.
No trecho catarinense da BR-163, em um percurso de aproximadamente 60 quilômetros, entre Dionísio Cerqueira e São Miguel do Oeste, também está bem encaminhada a pavimentação em concreto. A obra já foi licitada e encontra-se em fase de aprovação do projeto executivo, com início dos serviços previsto para o começo de 2021.

No Rio Grande do Sul, a BR-153 também pode receber esse tipo de pavimento. “Como a 153 faz parte do mesmo eixo de escoamento da 163, o qual já contempla vários trechos em concreto no Mato Grosso, no Paraná e em Santa Catarina, creio que haja uma boa possibilidade no trecho gaúcho”, avalia o gerente da regional sul da ABCP.
Alexsander Maschio lembra ainda que existe a opção do pavimento de concreto ser utilizado na Rodovia de Integração do Sul (RIS). A estrada interliga 32 cidades do Rio Grande do Sul e é formada por trechos da BRs 101, 290, 386 e 448. “Um estudo comprovando a viabilidade do concreto foi encaminhado à ANTT, mas, obviamente, depende da validação do grupo CCR, que ganhou a concessão da RIS por 30 anos”, diz o engenheiro civil. A concessionária terá que investir 7,8 bilhões de reais na melhoria da Rodovia de Integração do Sul, além dos gastos de custeio estimados em 5,6 bilhões de reais para conservação, operação e monitoramento da estrada.
Para o gerente da regional sul da ABCP, a profusão de projetos que priorizam o pavimento de concreto nas rodovias paranaenses, catarinenses e gaúchas está relacionada a dois fatores: o trabalho incansável da ABCP junto a organismos federais e estaduais e a viabilidade econômica, em função do elevado aumento dos insumos do asfalto. “Aliado a isso, há um posicionamento do DNIT favorável ao concreto, e que certamente é reflexo do resultado obtido na BR-101 Nordeste e na BR-290, no Rio Grande do Sul, conhecida como Freeway. São referências que dão confiança para que o governo federal busque soluções que fortalecem o pavimento de concreto”, completa.




Créditos: Massa Cinzenta
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