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CORONAVÍRUS VEIO PARA QUEBRAR PARADIGMAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Junho 2020

Antes da chegada da pandemia de Coronavírus, a construção civil já estava no caminho de implantações tecnológicas nos canteiros de obras. Agora, esse processo tende a acelerar. Jorge Batlouni Neto, vice-presidente de tecnologia do SindusCon-SP, ressalta mudanças que já vinham ocorrendo lentamente. O engenheiro civil lembra que há 30 anos, se faltasse energia elétrica no local da obra, ela continuava a operar. Hoje, isso é impossível. “A quantidade de equipamentos elétricos e eletrônicos na construção, e de kits prontos, aumentou exponencialmente. São sinais da chegada da tecnologia no nosso setor”, diz.

Na opinião de Batlouni Neto, a pós-pandemia não vai alavancar apenas o uso da tecnologia no canteiro de obras, mas da industrialização também. “Tudo o que puder ser feito fora do canteiro de obras será feito. Esse caminho não tem volta”, afirma. A avaliação é apoiada pelo empresário da construção Joe Yaqub Khzouz, que vai além. “Entendo que as empresas do setor serão cada vez mais digitais. Internet das Coisas, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial e BIM são ferramentas das quais a construção civil não poderá mais se dissociar. Hoje, drones mapeiam o solo, controlam a produtividade no canteiro por manchas de calor e, conectados ao BIM, checam a correta execução do projeto. A construção digital já é realidade”, completa.

Para Joe Yaqub Khzouz, a industrialização também será uma tendência na pós-pandemia. “Já vínhamos adotando algumas inovações, como as fachadas prontas, e a tendência é aumentar. Agora, depois que isso tudo passar, a construção civil tem uma prioridade: conseguir do governo novas políticas tributárias para acelerar a industrialização no canteiro”, destaca. Também empresário do setor, Hugo Marques Rosa avaliza a opinião. “Temos que deixar de ser construtores para nos tornarmos montadores. Precisamos de sistemas que sejam entregues prontos no local da obra, e a gente apenas monte”, reforça.

Construção 4.0 não gera desemprego, mas altera o perfil de quem trabalha no setor

Da mesma forma, Hugo Marques Rosa lembra que o Brasil não precisa “inventar a roda” para incorporar de vez a tecnologia nas obras. Segundo ele, basta fazer o que os principais países do mundo estão fazendo, ou seja, transformando os canteiros em linhas de montagem. Também participando do debate, Milton Meyer Filho cita que, ao contrário do que se possa imaginar, a construção 4.0 não gera desemprego, mas altera o perfil de quem trabalha no setor, trazendo mais segurança e melhorando a saúde dos operários. “É como a situação que estamos vivendo agora. Em um primeiro momento assusta, mas depois vem a adaptação”, comenta.

Reunidos em uma webinar, os engenheiros civis e proprietários de construtoras em São Paulo-SP concordam unanimemente com a tese de que a construção civil terá novos desafios na pós-pandemia. “Temos que nos preparar para esse novo mundo que iremos viver”, avalia Hugo Marques Rosa. “Estamos vivendo um período também de aprendizado, cujas lições ficarão para sempre”, complementa Milton Meyer Filho. Por fim, Joe Yaqub Khzouz entende que o setor continuará dando sua contribuição ao país, fazendo o que melhor sabe: trabalhar sério e arduamente. “É isso que nos dá confiança”, encerra.

Fonte: Blog Massa Cinzenta
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